Filipe Leite, o ‘Cavaleiro das Américas’, finaliza hoje a 1a etapa do Alaska ao Canadá

Com 2403kms percorridos, a primeira etapa da jornada Alaska/Canadá do cavaleiro brasileiro Filipe Leite foi concluída nesta quarta-feira, 18, com sucesso, na sela de dois cavalos mustangs

A dificil trajetória em longos trechos entre as cidades

Em quatro meses de cavalgada da nova jornada, Filipe Leite conta que esta primeira etapa foi muito difícil, enfrentando a maior população de ursos do mundo. Medo, nevasca em pleno verão canadense, montanhas rochosas, pontes extremamente altas, foram alguns dos desafios enfrentados e superados pelo ‘Cavaleiro das Américas’, que chegou hoje a Dawson Creek, British Columbia, km 0 da Alaska Highway.

Atravessando rios

Saindo de Fairbanks no dia 17 de maio, a jornada de Filipe acontece em prol do Hospital de Amor e tem como objetivo ser finalizada no rodeio de Calgary Stampede, em julho de 2020, justamente onde ele iniciou sua primeira viagem, que foi do Canadá ao Brasil.

Nevasca em pleno verão canadense

“Esta primeira parte foi muito difícil. Tive que passar ao lado de vários ursos negros e pardos, que são extremamente perigosos, cruzei manadas de búfalos, montanhas rochosas, além de enfrentar os mosquitos, que aqui no Norte são uma coisa louca, vem em nuvens, parece até um filme do Apocalipse, foi muito difícil mesmo”, conta o cavaleiro.

Montanhas rochosas

Montando dois cavalos Mustangs, que ele próprio domou, Filipe ainda relata que pegou uma nevasca em meio ao verão canadense, mas tudo correu bem e graças a Deus está concluindo a primeira parte da viagem, considerada a mais difícil, faltando apenas mais cinco dias de cavalgada para chegar em Grand Prairie, na província de Alberta, onde irá parar para esperar o inverno passar, retomando a jornada entre abril e maio de 2020, tempo hábil para chegar dia 03 de julho no rodeio de Calgary.

Como aprendeu nas ultimas viagens que realizou, Filipe conta que não criou expectativas para esta jornada. “Não adianta esperar algo porque sempre vai ser muito diferente do que imaginamos. Sabia que seria muito difícil, mas não imaginava que seria tão difícil como foi. Para ter uma ideia tivemos que percorrer 500km para chegar na próxima cidade, poucas pessoas pelo caminho, uma verdadeira guerra. Passamos muitos momentos de medo, achando que poderia morrer, mas graças a Deus tudo deu certo. Não sei ainda se volto ao Brasil neste período, pois acredito que vou ficar por aqui na América do Norte, esperando o inverno passar para retomar a jornada”, finalizou.

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