Você conhece os tipos de marcha?

As marchas são as diferentes modalidades de andamentos com deslocamentos diferentes dos animais. Elas surgiram a partir do cruzamento de diversas raças de equinos e, como cada uma se desloca de um jeito, da mistura apareceram novas marchas, que variam entre apoios bipedais laterais, bipedais diagonais e tripedais.

Durante a marcha, os cavalos estão sempre em contato com o chão com dois ou três apoios no solo. O contato diminui o impacto e atrito durante a locomoção, proporcionando conforto durante a equitação.

Alguns tipos de marcha e suas características

Marcha Trotada: os bípedes diagonais se movimentam em perfeita sincronia. As trocas de apoio são feitas muito rapidamente, tornando-a mais cômoda, porque os tempos de suspensão são substituídos por tempos de apoios monopedais ou quadrupedais.

No Trote Convencional, os tempos de suspensão dos quatro cascos no ar são bem definidos e o cavaleiro sente um forte atrito vertical, porque o impacto dos cascos no solo é grande. De acordo com a mecânica de locomoção, o trote é um andamento perfeitamente simétrico.

Marcha Batida: o tempo de movimentação dos bípedes diagonais (elevação, avanço e apoio) em relação aos tempos dos bípedes laterais. A comodidade da marcha batida se dá quando a dissociação entre o anterior esquerdo, na metade da fase de avanço, e o posterior direito, ao final da fase de elevação, são maiores e se tornam as melhores condições de aprumos, treinamento e equitação.

Marcha Picada: O mecanismo da marcha picada é o inverso da marcha batida, pois o posterior direito acaba de tocar o solo, sendo seguido pelo anterior direito, em apoio lateral. Quanto maior for a lateralidade, mais próximo o animal estará da andadura desejável com sincronismo perfeito entre a movimentação dos bípedes laterais.

Marcha de Intermediária ou de Centro: Está em um ponto central, entre a marcha picada e a marcha batida, mantendo uma equidistância dos extremos da andadura e do trote. A marcha intermediária se define na dissociação da movimentação dos bípedes diagonais e laterais, dificultando a identificação de um bípede dominante. A marcha de centro nada mais é do que o passo em velocidade rápida.

Por: Vitória Junqueira

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