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4 y COM A PALAVRA O VETERINÁRIO...
Babesia Equina: estudo comparativo
JUNDIAÍ, OUTUBRO DE 2019
na região de Jundiaí
Estudo comparativo entre as técnicas A Babesiose ou Piroplasmose é uma doença intraeritrocitária anos, de ambos os sexos, dos quais foram colhidos sangue da veia
de esfregaços de punção esplênica e (parasita a célula vermelha do sangue) de mamíferos, transmitida jugular e punção de baço.
de sangue periférico para diagnóstico por carrapatos e causada pelos protozoários dos gêneros Babesia e Para o procedimento da punção esplênica (Figura 1) foi utili-
laboratorial de babesia equina na Theileria. Sua ocorrência tem grande importância no meio equestre, zada agulha 30x0,8 mm e seringa de 10 ml. O local de acesso para a
região de Jundiaí. pois é uma das principais doenças parasitárias que acometem os ca- punção do baço localiza-se no décimo sétimo espaço intercostal do
valos. Animais com anticorpos contra a Babesia, considerados porta- antímero esquerdo.
dores crônicos, têm um nível de desempenho inferior ao dos animais
negativos.
Apesar da gravidade da doença aguda, há uma grande impor-
tância em se diagnosticar os animais com a doença subclínica, pois
estes portadores crônicos do parasito, além de serem reservatórios,
apresentam reagudizações decorrentes da
queda da taxa de anticorpos, o que leva a prejuízos econômi-
cos gerados pela diminuição do desempenho, inapetência e perda de
peso.
Nos casos em que o animal apresenta sinais de doença aguda
ou subclínica, podem ser feitos esfregaços de sangue para a visuali-
zação do parasito em microscopia óptica.
O sangue periférico pode ser proveniente da veia jugular ou
facial. Durante a fase latente da doença, o parasito geralmente não é
visualizado nos esfregaços de sangue periférico, pois a parasitemia é
inferior a 0,01% tornando a sensibilidade dessa técnica muito baixa
aumentando assim o número de resultados falso negativos.
O baço, por possuir uma importante função na hemocaterese,
apresenta maior concentração de hemácias parasitadas, justificando
o uso da punção esplênica para o diagnóstico, sendo realizada por
meio da colheita de sangue diretamente do órgão e posterior confecção Figura 1
de esfregaço.
O objetivo desse estudo foi comparar os resultados obtidos No local da punção foi realizada previamente tricotomia e as-
com o uso das técnicas de esfregaço de sangue periférico e de punção sepsia com Iodo Povidona tópico e álcool iodado. A agulha foi total-
esplênica para diagnóstico de babesioses em cavalos portadores sub- mente introduzida em um ângulo de noventa graus com a pele até
Colaboração: Roberto Delort,
DELORT DIAGNÓSTICO clínicos na região de Jundiaí. chegar ao baço (guiada pelo Ultrassom), quando então foi realizada a
VETERINÁRIO, Foram utilizados 17 equinos de raças diversas, sem sinais aspiração do sangue esplênico. Após esse procedimento foram con-
tel. (11) 4586-8400. clínicos de babesiose, com peso médio de 350 Kg, idade entre 6 a 13 feccionados os esfregaços sanguíneos em lâmina de microscopia.

