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PERFIL



                 Responsabilidade, trabalho



                 voluntário e paixão pelo trote




                 Quando se fala em corridas, impossível não pensar em Ebert Carvalho,

                 uma pessoa apaixonada pelo cavalo trotador que, em pouco tempo na raça,
                 se envolveu intensamente com as corridas e hoje é o responsável pelo
                 handcap e montagem de páreos na maioria dos eventos realizados.
        F      oi subir numa charrete e dar  como  era  possível  fazer  isto  e  me  2ª categoria; 2:00 é 2ª 10; 1:59 é 1ª;


               uma volta sentindo a veloci-
                                                                               para baixo é 1ª especial. Com este
                                            mos uns dois meses pegando os re-
               dade do cavalo trotador que  prontifiquei a iniciar o trabalho. Fica-  1:58 passa 1ª 10; 1:56 é 1ª 20; e 1:55
         Ebert  Carvalho  se  apaixonou  pela  lógios  de  cada  cavalo  para  poder  enquadramento,  me  prontifiquei  a
         raça. A oportunidade aconteceu atra-  fazer o enquadramento que usamos  montar  os  páreos  e  estou  até  hoje
         vés de um amigo que comprou um     até  hoje  no  handcap.  A  cada  seis  nesta função. Graças a Deus, estou
         cavalo mestiço em 2007 e convidou  meses é feito o reenquadramento, ou  tendo força para continuar”.
         Ebert para um passeio, não demo-   seja, cavalo de 2:10 para cima entra  A  responsabilidade  é  grande  e
         rando para descer da charrete e já  na  5ª  categoria;  2:09  é  5ª  10;  2:08  Ebert ressalta que todos os detalhes
         querer adquirir seu primeiro animal,  entra na 4ª categoria; 2:06 é 4ª 10;  devem ser levados em consideração
         a égua nacional documentada Lilicat.  2:05 já é 3ª; 2:03 passa 3ª 10; 2:02 é  para não prejudicar ou favorecer um
            “Fui pegando gosto no cavalo de
         trote e comecei a me envolver cada
         vez mais com este meio. Comprei a
         égua do Sérgio Lira, um negociante
         de cavalos de Santa Bárbara e a par-
         tir daí fui conhecer as raias. Inicial-
         mente, os meus cavalos ficavam na
         Balsa. Lembro bem da inauguração
         do Espaço San Marino, quando leva-
         mos seis animais meus e de amigos
         para correr lá”, relembra.
            Empolgado com a raça, Ebert de-
         cidiu tirar um produto da sua égua e
         nasceu Baron, seu primeiro potro que                                                     Ebert Carvalho:
                                                                                                  grande envolvimento
         recebeu este nome alusivo ao Stud
                                                                                                  com as corridas e
         Barão, de sua propriedade. Seguindo                                                      controle do
         o cronograma, domou o animal e o                                                         handcap da raça
         manteve correndo com várias vitórias.
            A partir daí Ebert não parou mais
         e foi convidado a entrar no grupo Ami-
         gos do Trote que organiza as corridas
         no Hipódromo de Viracopos. “Mesmo
         sem entender muito no início, procurei
         contato com quem estava na raça há
         mais  tempo  e  numa  reunião  na
         ABCCT  (Associação  Brasileira  de
         Criadores de Cavalo Trotador), parti-
         cipei e foi decidido montar um hand-
         cap dos animais. Eles me explicaram

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