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Baron, primeiro
potro de
sua criação
ou outro. Após os animais enquadra- entender, até chego explicar e já ganização, o meio só tem a crescer
dos em suas categorias, as vitórias e aconteceu muito comigo, das pessoas e com o funcionamento padronizado
derrotas contam pontos, sendo que voltarem atrás e pedir desculpas. Tudo das corridas em todas as pistas, fica
a cada dois pontos de vitória sobe no final termina bem”, disse Ebert. trans parente a todos".
uma categoria e a cada quatro pon- Apesar de pensar várias vezes Sempre disposto a ajudar as pistas
tos de derrota desce. Os torneios ofi- em parar com tudo, já que é um tra- que pedem seu apoio na formação
ciais valem dois pontos e um treino balho voluntário que exige muita de- dos páreos, Ebert conta que espera
oficial vale um ponto. Quando chega dicação, Ebert está há cinco anos à ter cada vez mais pessoas aptas a tra-
cavalo novo, ele estreia na categoria frente da função e conta que nunca balhar com o handcap, assim a res-
que saiu do seu país de origem e se imaginou que conseguiria ficar tanto ponsabilidade fica para uma equipe e
estrear num Grande Prêmio tem que tempo assim. “Às vezes as críticas e não apenas uma única pessoa. A
ser numa categoria acima. ataques desanimam, sem dizer que união faz a força, e ela é imprescindí-
“Sabemos que é impossível agra- como vivo da minha selaria, fabrica- vel também no cavalo trotador.
dar a todos, mas tendo um regula- ção e reformas de charretes e sul- “Se todas as pistas daqui de São
mento de corridas, não tem como kies alguns chegam a confundir as Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro
errar. Para se ter uma ideia, para ela- coisas. Penso bem, escuto as recla- elaborassem um calendário unidos
borar um evento com 100 animais, mações, tento explicar por prezar seria ótimo para todo mundo e um
com uma média de 20 páreos, destes muito a amizade, ser um cara família, poderia ajudar o outro em cada
apenas 20% vai ficar contente, pois cristão e acabo procurando Deus evento. Meu sonho na raça é poder
são os 20 que ganham; os 80% res- para nos dar força e continuar a ca- ver o trote como antigamente, como
tantes vão criticar sempre. Mas minhada. Conheço várias pessoas me contam que era na Vila Gui-
aprendi a lidar com isto de uma forma que voltaram para a raça após a lherme, que infelizmente não co-
um pouco mais tranquila, mesmo por- criação do handcap, por achar um nheci, mas gostaria de viver isto no
que muitos dos que criticam não tem sistema mais justo, então precisa- futuro, tornando o cavalo de trote
conhecimento de como funciona o re- mos acreditar e colaborar para a uma realidade como era lá atrás.
gulamento e o handcap. Peço, educa- raça crescer. Com um regulamento Creio e tenho fé que isto ainda vou
damente, para a pessoa procurar de corridas e uma equipe boa de or- conseguir ver”, finalizou
34 Revista O TROTADOR

